No metro distanciou-se de si e olhou para as pessoas. Para os olhos, a inclinação da cabeça, mãos.
Os olhos mostravam uma tristeza profunda, cansaço, ansiedade. As unhas das mãos eram roídas enquanto a respiração ganhava um ritmo ofegante.
Fim de viagem.
Saiu para o mundo, para a poeira.
Arrumou meticulosamente quarenta tubos de sal durante a passagem da música My way, com uma versão remix.
Apeteceu-lhe chorar.
Chorou.
Ninguém viu, mas por dentro afogou-se.
{Apontamento 3.}
sábado, 1 de abril de 2017
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De todos os sons que alguma vez escutou, aquele foi o mais ensurdecedor. Mas o céu estava calmo, as árvores paradas, a terra parecia não mex...
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O corpo sentado não se consegue abstrair do pensamento. Se o olhar começa, o corpo terá que o seguir. Para seguir, o pensamento terá que...
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Por vezes não há nada a fazer . . . Aguardemos. {apontamento 40}
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