segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Si je meurs laissez le balcon ouvert"
















Como preencher o espaço vazio da morte? Uma homenagem. Corpos que pairam. Corpos perfeitos. Um corpo que se chateia com os outros quando não são perfeitos. Um corpo que não é perfeito. Um corpo que homenageia. A lentidão. A precisão. Desfragmentação. A sensação da demora do tempo. A densidade da atmosfera. A criação. A frustração na criação. Pertencer ao mundo. Deixá-lo. O momento de entrega. Ter ou não o que é preciso. A dilatação do movimento que não foi virtuoso. Os que mudam os que deixam marcas, os que deixam janelas abertas no espaço vazio da sua morte. Os que marcam para sempre. O espaço. O tempo para a mudança. A mudança na morte.


Um comentário:

pinguim disse...

Que maravilha, teres "ressuscitado" esta fabulosa Dalida!
Que saudades eu tinha disto...e claro que vou "desviar" isto para o meu blog.