quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SEM PALCO | SOBRE O FUTURO... NÃO SABEMOS





24 Setembro REITORIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
SALÃO NOBRE | http://bit.ly/dr0DLz

18.30h e 21h | reservas em www.cientistasaopalco.com

mais info:
www.sempalco.pt
www.sempalco.pt/ ​projectos/​projectos-2009/​noite-investigadores/

MAD MEN






quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Memória e conhecimento na era tecnológica.

"Se, para os poetas de outras épocas, "viver é lembrar", na era tecnológica, por uma questão de sobrevivência, é mais do que necessário esquecer." em MEMÓRIA E CONHECIMENTO NA ERA TECNOLÓGICA DE Vani Moreira Kenski.

domingo, 19 de setembro de 2010

GERAÇÃO RECICLAGEM.

O solo não é um documento, voa a jacto enquanto podes. Parem a história, erotifiquem a inteligência. O gosto pelo bife impede a verdadeira mudança, reinventem a classe média, a nostalgia é uma arma. Comportamo-nos como insectos, podes não contar na nova ordem! Simula-te. Tu és o teu sexo, não és o teu ego. A economia de escala dá cabo das opções, dobra bem o teu Q.I, há que escolher entre a dor e o labor. Reduzir, destilar, purificar, ensinar, menos é uma possibilidade. Control não é controlo, o sol não é teu inimigo!

TIAGO BÔTO.

GERAÇÃO X

VOA A JACTO ENQUANTO PODES.

O GOSTO PELO BIFE IMPEDE A VERDADEIRA MUDANÇA.


O SOLO NÃO É UM DOCUMENTO.

PAREM A HISTÓRIA.

HÁ QUE ESCOLHER ENTRE A DOR E O LABOR.

COMPORTAMO-NOS COMO INSECTOS.

A ECONOMIA DE ESCALA DÁ CABO DAS OPÇÕES.

EROTIFIQUEM A INTELIGÊNCIA.

DOBRA BEM O TEU Q.I.

TU ÉS O TEU SEXO.

REINVENTEM A CLASSE MÉDIA.

NÃO ÉS O TEU EGO.

SIMULA-TE.

REDUZIR, DESTILAR, PURIFICAR, ENSINAR.

MENOS É UMA POSSIBILIDADE.

A NOSTALGIA É UMA ARMA.

CONTROL NÃO É CONTROLO.

PODES NÃO CONTAR NA NOVA ORDEM.

O SOL NÃO É TEU INIMIGO.

DOUGLAS COUPLAND.

sábado, 11 de setembro de 2010

A Sombra de Foucault

(...)"Costumava conversar com os espantalhos embrulhados em cachecóis, de calças enchumaçadas e bonés velhos. O meu avó apanhou-me um dia a dançar em torno de um espantalho e a instá-lo a dançar comigo. E gritou-me que, se eu me pusesse a imaginar coisas, acabaria como a minha avó, que tinha enlouquecido. A minha avó sussurrava e resmungava continuamente. Na verdade, eu não sou como ela. Sou como ele... Todos os escritores são loucos, de uma maneira ou de outra. Não propriamente grand fous, como Rimbaud, mas loucos, sim, loucos. Porque não acreditam na estabilidade da realidade. Sabem que pode ser estilhaçada, como uma vidraça ou o pára-brisas de um carro. Mas sabem também que a realidade pode ser inventada, reordenada, construída, refeita. A escrita é em si mesma uma acto de violência contra a realidade. Não te parece, petit? Fazêmo-lo, deixamo-lo ali escrito e desaparecemos, invisíveis... Sabes aquilo que me estão a fazer no hospício , petit? Estão a tentar responsabilizar-me pela minha própria loucura. É uma coisa muito grave. Que acusação... Tenho por vezes a ilusão de ser o último homem na terra... À minha frente só existe um deserto, provavelmente pejado de mortos... Conto histórias. Todos nós inventamos histórias. Eu conto-te histórias para te fazer rir. Adoro ouvir-te rir. Nunca escaparei desta prisão de histórias sem fim... Queres um crêpe supré petit com Grand Marnier e natas? Vá lá, desafio-te a provar um... Já leste aquilo que Foucault escreveu sobre o hospício? A loucura é teatro, é espectáculo. Nós, os Franceses, temos poucas palavras para designar a loucura. Em contrapartida, os Ingleses possuem uma galáxia de nomes para os dementes: louco, doido, tonto, simples, idiota, lunático, maníaco, insano. É importante desmontar todos esses significados. Olha para ti. Só um louco viria a Clermont em busca de um indivíduo internado há quase dez anos e com tão poucas esperanças de o encontrar. E sem sequer saber quem iria encontrar. - Observou-me atentamente. - A loucura e a paixão foram sempre permutáveis, através de toda a tradição literária ocidental. A loucura é a abundância da existência. É uma maneira de formular perguntas difíceis. Que quereria ele dizer, o impotente rei tirano? Oh, Bobo, vou enlouquecer! Talvez a loucura seja o excesso da possibilidade, petit. E a escrita é a redução da possibilidade a uma ideia, um livro, uma frase, uma palavra. A loucura é uma forma de auto-expressão. É o contrário da criatividade. Se fores louco, não serás capaz de produzir nada que possa ser separado de ti próprio. E, contudo, olha para Rimbaud e para o vosso maravilhoso Christopher Smart. Mas não acalentes ideias românticas sobre a loucura. A minha escrita era a minha protecção, a minha garantia contra a loucura. E, quando já não havia ninguém para me escutar, a minha escrita desvaneceu-se, juntamente com o meu leitor."(...)

Patricia Duncker

quarta-feira, 1 de setembro de 2010