quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

The Fine Art of Poisoning



Music by Jill Tracy, directed by Bill Domonkos.
A lavish chiaroscuro montage of 2D and 3D animation, still photography and hand drawn images, "The Fine Art Of Poisoning" seduces the viewer into an elegant netherworld of deceit, plotting, and secretly-served revenge.

This cult favorite has won multiple international film festival awards.

The song appears on the Jill Tracy album "Diabolical Streak."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Who´s afraid?

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Segundo Hesíodo foi dado a Prometeu e seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la. Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro. Mas como Epimeteu gastara todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu. Este então roubou o fogo dos deuses e o deu aos homens. Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) dilacerava seu fígado que, todos os dias, regenerava-se. Esse castigo devia durar 30.000 anos.
Prometeu foi libertado do seu sofrimento por
Hércules que, havendo concluído os seus doze trabalhos dedicou-se a aventuras. No lugar de Prometeu, o centauro Quíron deixou-se acorrentar no Cáucaso, pois a substituição de Prometeu era uma exigência para assegurar a sua libertação.
A história foi teatralizada pela primeira vez por
Ésquilo no século V a.C. com o título de Prometeus desmotes (Prometeu Agrilhoado/Acorrentado).
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Ao longo de séculos, vários autores retomaram a história de Prometeu e o colocaram como figura que representa a vontade humana por (mesmo tendo que passar por cima dos deuses). A captura do é visto como a busca do conhecimento pela ciência.
Dentre esses autores, o poeta escreveu um pequeno poema de 8 estrofes sobre a lenda de Prometeu intitulado de Prometheus (
1774) do qual segue-se um trecho:
"Encobre o teu Céu ó Zeus
com nebuloso véu e,
semelhante ao jovem que gosta
de recolher cardos
retira-te para os altos do carvalho ereto
Mas deixa que eu desfrute a Terra,
que é minha, tanto quanto esta cabana
que habito e que não é obra tua
e também minha lareira que,
quando arde, sua labareda me doura.
Tu me invejas!
(...)
Eu honrar a ti? Por quê?
Livraste a carga do abatido?
Enxugaste por acaso a lágrima do triste?
(...)
Por acaso imaginaste, num delírio,
que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo
por alguns dos meus sonhos se haverem
frustrado?
Pois não: aqui me tens
e homens farei segundo minha própria imagem:
homens que logo serão meus iguais
que irão padecer e chorar, gozar e sofrer
e, mesmo que sejam parias,
não se renderão a ti como eu fiz"
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Goethe descreve um homem extraordinário, que se nega a venerar deuses e, como ato de rebeldia, se prontifica a fazer homens segundo à própria imagem que não precisem venerar os deuses. Essa questão de rebeldia aos deuses e de criação de vida é um tema que permeia a sociedade moderna até hoje.
Alguns anos depois da publicação de seu poema, surgia na
Inglaterra a figura de Frankenstein, ou o Moderno Prometeu, que é um ser criado de vários humanos que ganhou vida através de seu cientista. Porém essa liberdade de criar homens é muito discutida e não tem consenso geral da sociedade, como é o caso da clonagem, que começou com a ovelha Dolly e até hoje causa discussão entre as sociedade, sobre até onde o homem pode ir.
Goethe, em sua fase mais madura, parece mudar de opinião, pois escreve outro poema intitulado "Limite da Humanidade" (Grenzen der Menschheit), onde faz elogios aos deuses e faz um reconhecimento da incapacidade humana.
Além dos românticos, Prometeu também era um homem modelo de Marx.

THE REBORN CREATURE

Gil Scott Heron

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ANA XXIX



"Outra vez na caleche, Ana sentiu-se mais infeliz que nunca: ... (...) "Olharam-me como a um ser bizarro, assustador, incompreensível!... Que irão aqueles a dizer?", pensou ao ver dois transeuntes conversando com animação. "Terão a pretensão de comunicar um ao outro o que sentem? Eu que queria confessar-me a Dolly! Fiz bem em calar-me; no fundo, a minha infelicidade tê-la-ia regozijado, embora ela nada tivesse deixado transparecer: acharia justo ver-me expiar os prazeres que me invejou. E Kitty teria ficado mais contente ainda... (...) Tem ciúmes de mim, detesta-me, despreza-me: aos olhos dela sou ua mulher perdida. Ah, seu eu fosse o que ela pensa, com que facilidade teria feito andar a cabeça à roda ao marido! Reconheço que tive essa ideia... Ora ali vai um homem encantado com a sua pessoa!", pensou, ao ver um cavalheiro gordo de tez florescente, cuja carruagem cruzou com a sua e que, tomando-a por outra pessoa, a cumprimentou descobrindo um crânio tão luzidio como o seu chapéu alto. "Julga conhecer-me. Ninguém me conhece, nem eu própria. Apenas conheço os meus appétits, como dizem os Franceses. Aqueles garotos estão a cobiçar gelados maus, disso têm eles a certeza", decidiu ao ver duas crianças paradas em frente de um vendedor que punha no chão um balde de gelados e limpava a cara com a ponta de um trapo. "Todos nós somos ávidos de goludices, e à falta de bombons contentamo-nos com maus gelados, como Kitty que, não podendo casar com Vronsky, se contentou com Levine. Ela inveja-me, detesta-me. Detestamo-nos uns aos outros. Eu odeio-a, ela odeia-me. Assim vai o mundo. Je me fais coiffer par Tiutkine. (Penteio-me no cabeleireiro) Hei-de fazê-lo rir com esta tolice", pensou, para logo se lembrar de que já não tinha ninguém a quem fazer rir. Estão a tocar as vésperas; como aquele vendedor faz os seus sinais de cruz com circunspecção!, terá ele medo de deixar cair qualquer coisa? Para que são estas igrejas, estes sinos, estas mentiras?, para dissimular que nos odiamos todos, como esses cocheiros de trem que se injuriam. Iachvine tem razão em dizer: "Ele quer a minha camisa, eu quero a dele."
Arrastada por estas relexões, esqueceu por um momento a sua dor e ficou surpreendida quando a caleche parou." (...)

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E aqui dou por encerrado os posts de Ana Karenina. Não desvendarei o seu final, pois este tem que ser lido de livro na mão e com o embalo de toda a história, e porque também não seria justo, mas aqui ficam fragmentos desta história que demora a sair da cabeça. Escreverei mais sobre ela...

Vertigem Jazzistica





Hiromi Ueharafirst mesmerized the jazz community with her 2003 Telarc debut, Another Mind. The buzz started by her first album spread all the way back to her native Japan, where Another Mind shipped gold (100,000 units) and received the Recording Industry Association of Japan's (RIAJ) Jazz Album of the Year Award. The keyboardist/ composer's second release, Brain, won the Horizon Award at the 2004 Surround Music Awards, Swing Journal's New Star Award, Jazz Life's Gold Album, HMV Japan's Best Japanese Jazz Album, and the Japan Music Pen Club's Japanese Artist Award (the JMPC is a classical/jazz journalists club). Brain was also named Album of the Year in Swing Journal's 2005 Readers Poll. In 2006, Hiromi won Best Jazz Act at the Boston Music Awards and the Guinness Jazz Festival's Rising Star Award. She also claimed Jazzman of the Year, Pianist of the Year and Album of the Year in Swing Journal Japan's Readers Poll for her 2006 release, Spiral. Hiromi continues her winning streak with the 2007 release of Time Control and in 2008, Beyond Standard. Both releases feature Hiromi's super group, Sonic Bloom.

"Her energy was always so high, and she was so emotional," Hiromi says of her first piano teacher. "When she wanted me to play with a certain kind of dynamics, she wouldn't say it with technical terms. If the piece was something passionate, she would say, 'Play red.' Or if it was something mellow, she would say, 'Play blue.' I could really play from my heart that way, and not just from my ears."

At 26, Hiromi stands at the threshold of limitless possibility, constantly drawing inspiration from virtually everyone and everything around her. Her list of influences, like her music itself, is boundless. "I love Bach, I love Oscar Peterson, I love Franz Liszt, I love Ahmad Jamal," she says. "I also love people like Sly and the Family Stone, Dream Theatre and King Crimson. Also, I'm so much inspired by sports players like Carl Lewis and Michael Jordan. Basically, I'm inspired by anyone who has big, big energy. They really come straight to my heart." (me too eheh)

Descabelada, vertiginosa, energética, virtuosa, ADORO!!!!!

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