quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ana XXIII





"Embora não tivesse atingido o coração, o ferimento de Vronski fora perigoso. Durante alguns dias esteve entre a vida e a morte"(...)

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(...) "E, no entanto, logo que se encontrou fora de perigo, Vronski experimentou um sentimento de libertação. De certo modo, lavara-se da sua vergonha e da sua humilhação: de futuro podia pensar com calma em Alexis Alexandrovitch, reconhecer a sua grandeza de alma sem se sentir esmagado. Podia, além disso, olhar as pessoas de frente e retomar a sua existênci habitual, de acordo com os príncios que a dirigiam. O que não conseguia, apesar de todos os esforços, arrancar do coração, era a pena, vizinha do desespero, de ter perdido Ana para sempre. Agora que resgatara a sua falta para com Karenine, estava firmemente decidido a nã se colocar entre a esposa arrependida e o marido; mas podia ele fugir à lembrança de instantes de felicidade pouco apreciados então e cujo encanto o perseguia agora sem cessar?"(...)

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(...) "Tornar a vê-la uma vez ainda e depois enterrar-me, morrer!" (...)

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(...)" Ana preparara-se para o momento em que voltaria a vê-lo e pensara no que lhe diria, mas não teve tempo de falar: a paixão de Vronski arrebatou-a. (...)

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(...) "- Sim tu conquistaste-me, sou tua -" (...)

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(...) "- Tudo será esquecido. Vamos ser tão felizes! Se o nosso amor tivesse necessidade de aumentar, aumentaria porque tem qualquer coisa de terrível - disse ele" (...)

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(...) Não quero o divórcio, não o desejo. Pergunto a mim mesma, somente, o que ele decidirá em relação a Sérgio. O quê?, no primeiro momento de reaproximação de ambos, ela podia pensar no filho e no divórcio? Vronski não compreendia nada." (...)

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(...) - "Ah! Porque não estou eu morta? Teria sido muito melhor! - murmurou Ana. (...)

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(...) " Um mês mais tarde, Alexis Alexandrovitch ficava sozinho com o filho, enquanto Ana partia para o estrangeiro em companhia de Vronski depois de ter resolutamente renunciado ao divórcio."

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Fim da Quarta Parte.

Leo Tolstoi Ana Karenina

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