segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ana XXI





(...) "E, voltando ao salão, arrastou Oblonski para um canto.
- Verá que ele a fara morrer - murmurou num tom convicto. - É impossível resistir" (...)

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(...) "A infeliz emagrece a olhos vistos. Ele não compreende que ela é dessas mulheres que não brincam com os sentimentos. De duas, uma: ou a leva daqui e age energicamente, ou tem de divorciar-se." (...)

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(...) Diz-se - declarou ela de súbito - que certas mulheres amam até os vícios dos homens. Pois eu odeio nele a virtude! Não posso viver com ele: só de vê-lo fico fora de mim. Não, não posso mais, não posso mais viver com ele. Que devo fazer? Fui infeliz e acreditei que não pudesse sê-lo mais, mas isto excede tudo o que eu tinha podido imaginar. Acreditas que sabendo-o bom, perfeito, e sentindo toda a minha inferioridade, o odeio apesar disso? Sim, foi a sua generosidade que mo fez odiar. Só me resta..." (...)

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(...) "- Não, não, a corda pode ser afrouxada muito docemente. Não há situação que não tenha uma saída qualquer." (...)

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(...) "Por única resposta, Ana olhou-o com os seus olhos brilhantes e pensativos." (...)

Leo Tolstoi Ana Karenina


Um comentário:

pinguim disse...

E fica-se a ouvir esta maravilha, quase em êxtase...
Obrigado.