domingo, 27 de dezembro de 2009

Ana karenina










"Ele não conseguiu recordar-se. Os acessos de ciúme de Ana tornarvam-se cada vez mais frequentes. Decerto eram provas de amor, mas nem por isso o assustavam menos e, embora não o deixasse transparecer, tornavam-no frio para com a amante. Quantas vezes não repetira consigo mesmo que a felicidade só existia naquele amor, e agora que ela o amava como só pode amar uma mulher que tudo sacrificou à sua paixão, sentia-se mais longe da felicidade que na época em que deixara Moscovo para a seguir. É que, então, uma promessa de felicidade brilhava no seu infortúnio, ao passo que agora os dias luminosos perteciam ao passado. Uma grande transformação, tanto moral como física, se reproduzia em Ana: engordara e, por vezes, como ainda há pouco ao falar da actriz, uma expressão de ódio lhe alterava as feições. Aos olhos de Vronski nao era mais do que uma flor murcha em que não encontrava já os sinais de beleza que o tinham feito colhê-la. Todavia, enquanto enquanto antes teria podido, por um esforço de vontade, arrancar aquele amor do coração, agora sentia-se preso para sempre àquela mulher, ainda que acreditasse não a amar já..."

NINE




MUST SEE!!!!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Christmas


"O meu título, Espelho do mundo, indica a terceira das minhas premissas. Entendo a história da arte como uma moldura dentro da qual vemos continuamente refletida a história universal em toda a sua amplitude - e não como uma janela que se abre para um reino estético independente. Admito que os registos das alterações artísticas estão relacionados com registos de alterações sociais, técnológicas, políticas e religiosas, por mais invertidos ou reconfigurados que se mostrem estes reflexos. Os espelhos só podem funcionar com a luz que recebem, embora possam mostrar-nos as coisas de um modo diferente."