terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dança #2


Dança #1


Novas leituras


Bibliografia - John Steinbeck
Cup of Gold - 1929
The Pastures of Heaven - 1932
The Red Pony - 1933
To A God Unknown - 1933
Tortilla Flat - 1935
In Dubious Battle - 1936
Of Mice and Men - 1937 (Trad. "Ratos e Homens")
The Long Valley - 1938
The Grapes of Wrath - 1939 (Trad. "As Vinhas da Ira")
Forgotten Village - 1941
Sea of Cortez - 1941
The Moon Is Down - 1942
Bombs Away - 1942
Cannery Row - 1945
The Pearl - 1947 (A Pérola)
The Wayward Bus - 1947
A Russian Journal - 1948
Burning Bright - 1950
Log from the Sea of Cortez - 1951
East of Eden - 1952 (Trad. "A Leste do Eden")
Sweet Thursday - 1954
The Short Reign of Pippin IV - 1957
Once There Was A War - 1958
Winter of Our Discontent - 1961 (Trad. "O Inverno da nossa Desesperança", ou "O Inverno dos Descontentes")
Travels With Charley: In Search of America - 1962
America and Americans - 1966
Journal of a Novel - 1969
Viva Zapata - 1975
The Acts of King Arthur and His Noble Knights - 1976
Working Days: The Journal of The Grapes of Wrath - 1989
Curiosidade
John Steinbeck ouviu de um professor uma vez que ele só se tornaria autor quando os porcos voassem. Desde então, publica a frase ad astra per alia porci nos seus livros, que significa às estrelas, nas asas de um porco.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Há sempre alguém que se cala.


"Jornalista - Tu revoltas-te porque não te sentes bem, revoltas-te porque tens tédio. Há sempre alguém que se cala, e não queres ser tu, alguém que verga as costas para alguns se encavalitarem e não queres ser tu a vergar as costas; há sempre alguém estúpido e bronco que continuará estúpido e bronco a alimentar a vaidade dos que se dizem libertadores como tu..."


Pentateuco, Carlos J. Pessoa

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Kings of convenience



"Como se fosse algo que lhe limitasse os movimentos?
Exacto. Quando muitas vezes é ao contrário.Podemos depender de uma série de coisas - de pessoas, por exemplo - e isso ser estruturador. No sentido em que sabemos que elas estão lá sempre, aconteça o que acontecer. É essa consciência que nos pode permitir, precisamente, ter espaço para sermos mais livres."

Em entrevista ao Ipsílon.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Future Places


Curated by Heitor Alvelos and Karen Gustafson, FUTURE PLACES 2009 is a meeting of people with one question in mind: if digital media can do so much for global communication, knowledge and creativity, how can it contribute to local cultural development? October 2008 marks the start of this challenge. After the success of the first edition in 2008, where we surveyed current successful projects from very diverse backgrounds and fields of knowledge, FUTURE PLACES will dedicate its 2009 edition to strategic approaches.
FUTURE PLACES takes place in Porto, Portugal, where the challenges and potential of digital media to transform the social and cultural fabric are very evident. Join us for a week of exhibitions, films, performances, concerts, lectures, parties and workshops – and bring your ideas and your stories!

A Place Called Home

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

FESTIVAL TRAMA DE 8 A 11 DE OUTUBRO


Juliane Snapper - You who will emerge from the floor






You Who Will Emerge From The Flood… (An Underwater Operella) JULIANA SNAPPER
22h00 -
Clube Fluvial Portuense (Piscinas)

Concerto-performance

5,00 €/ Festival Trama dia 10 Outubro

Juliana Snapper viveu desde a infância embrenhada nas teias do meio da ópera. A mãe desta artista norte-americana era cantora de ópera, o que acabou por levar a que Juliana iniciasse os seus estudos vocais muito cedo e também a um contacto próximo com toda a engrenagem da indústria que sustenta o universo da ópera tradicional. A rebelião da jovem cantora contra o conservatório e as formas tradicionais da ópera, limitadas nas suas possibilidades exploratórias pela estrutura rígida e o mercado cultural, teve início quando ainda estudava no Conservatório de Oberlin, Califórnia, e veio alavancar a dedicação de Juliana Snapper a um trabalho de reflexão e experimentação sobre a natureza da voz humana e sobre as possibilidades físicas e expressivas do corpo que canta, tendo a voz operática como centro desta investigação e prática artísticas. “Estou a tentar encontrar formas de fazer o meu instrumento funcionar de maneira diferente, formas de mudar a relação entre mim e o meu instrumento, e de fazer sons diferentes com ele”, afirma Snapper, que descreve o seu estilo como “ópera radical”.Ao longo do seu percurso artístico, Juliana Snapper tem vindo a explorar situações extremas, como a associação ao performer Ron Athey na peça Judas Craddle, em que cantava pendurada de cabeça para baixo até à sua voz entrar em colapso. Várias das suas colaborações recentes jogam com a sobreposição de motivos relacionados com o virtuosismo e a monstruosidade, combinando a elasticidade das vocalizações com o processamento electrónico, a performance ao vivo e a vídeo-performance. A solo e em colaboração, Snapper associa as novas técnicas vocais, de composição e improvisação a formatos e dinâmicas intermedia, resultando em trabalhos que “se situam desconfortavelmente entre disciplinas”.You Who Will Emerge From The Flood… procede desta linha de trabalho em que Juliana Snapper explora os limites da tecnologia da voz. Este projecto de ópera realizado debaixo de água, adaptável a lugares tão diferentes como uma banheira, um tanque, uma piscina ou uma gruta no mar, é o primeiro trabalho onde alguém canta directamente para a água. Juliana Snapper explica: “Cantar ópera é algo de muito físico. O que eu estou a fazer necessita da intensidade e exactidão do canto operático – seria difícil cantar ‘country’ debaixo de água por exemplo. O canto operático é um fluxo firme de sons que se vai tornando mais e mais poderoso. O que eu faço é uma mutação da ópera – levando-a mais longe.”Durante um período de workshops experimentais no Aksioma Institute of Contemporary Art e no PS1/Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, desenvolveu técnicas que permitem maximizar a condução sonora óssea e controlar a saída de bolhas de ar para as integrar no seu aparelho vocal. Em You Who Will Emerge From The Flood… Snapper fundiu estas novas técnicas vocais com figuras barrocas que representam o desejo e a paixão humanas como aspectos das condições meteorológicas, sondando a nossa relação incerta com a água em momentos de crise e sobrecarga emocional. Sons pré-gravados de bolsas de bolhas de ar oceânicas e cantos de pássaros vibram acima da água enquanto a voz de Snapper (amplificada por microfones à prova de água) força o seu lugar neste manto sonoro. A paisagem sonora é ainda engrandecida no final da performance com a participação de um coro local (que no Trama será constituído por membros do Ensemble Vocal Pro Música) que contribui com as diferentes texturas da interacção vocal dos seus membros, em parte escritas e em parte improvisadas.No trabalho de Juliana Snapper podemos encontrar uma linha que descende das explorações vocais que desempenharam um papel central na evolução das novas músicas durante a segunda metade do século XX: o desbravar do ‘grão da voz’, do significante enigmático que subsiste à veiculação de um discurso ou de um objecto musical idealizado para uma apreciação estética; a exploração daquilo que está para além linguagem verbal ou musical, e que se liga de forma misteriosa ao corpo que canta.Desde 2004, Juliana Snapper tem apresentado o seu trabalho em instituições como o PS1/MoMA e Guggenheim Museum em Nova Iorque, ou o Armand Hammer Museum em Los Angeles. Os seus projectos foram apoiados por bolsas e subsídios da Metropolitan Opera Foundation, Bristish Arts Council, Center for Research in Computing in the Arts e Durfee Foundation. Realizou performances em numerosos festivais internacionais, entre os quais City of Women (Liubliana), Performa 05 (Nova Iorque), Ojai Music Festival (Ojai, California), Fierce! Festival (Birmingham, RU), e Sounds French (Nova Iorque). Actualmente, encontra-se a completar o doutoramento em musicologia pela Universidade da Califórnia, San Diego.


You Who Will Emerge From The Flood…

Concepção e interpretação: Juliana Snapper e Andrew Infanti

Vídeo e animação: Paula Cronan

Vídeo adicional: Lamby Morreale

Figurinos: Susan Matheson

Cenografia: Frederick “Trip” Bennett

Coro: Ensemble Vocal Pro Música




Apareçam vou estar lá a participar.

domingo, 4 de outubro de 2009

docLisboa 2009


O Festival Internacional de Cinema Documental regressa a Lisboa no dia 15 de Outubro para a sua 7ª edição. Até dia 25 será possível assistir, na Culturgest, Cinemas Londres e São Jorge, a cerca de 200 obras, distribuídas pelas seguintes secções:

COMPETIÇÃO
- Competição Internacional (longas, médias e curtas)
- Investigações
- Competição Nacional

SECCÇÕES PARALELAS
- Jonas Mekas - Mostra Retrospectiva e Masterclass
- Love Stories
- Balcãs em Foco
- Riscos
- Heart Beat (Cinema São Jorge)
- Foot-doc (Cinema São Jorge)


Site Oficial.

All I Need Air

Rien de Rien

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Casa de Bernarda Alba



A CASA DE BERNARDA ALBA, uma história aparentemente simples, é, no entanto, um autêntico bilro de intenções e mensagens, onde destaco a violência e a agressividade. Tão humanos que nós somos. Tão capazes de tudo.
Uma família fechada, uma sociedade fechada, cheia de padrões. Não vou aqui discuti-los, mas sei que é preciso continuar, tal como Lorca, a analisá-los e, se preciso for, a intervir, usando aquilo de que somos feitos.
Este texto fala-nos de violência, opressão, medo, humilhação e consequente revolta e poesia.
Não estamos assim tão longe desta realidade escrita em 1936, ano em que o seu autor foi fuzilado.
Continuamos como podemos, apesar de todos os dias nos chegarem notícias de violência e opressão.
Continuamos como podemos.

As palavras são pontes. Tudo o que se diz transforma a realidade do artista.

Maria João Luís

A CASA DE BERNARDA ALBA
de Federico Garcia Lorca
tradução Luísa Neto Jorge
encenação Maria João Luís
interpretação Adriana Moniz, Ana Brandão, Cremilda Gil, Custódia Gallego, Inês Castel-Branco, Diana Costa e Silva, Joana de Carvalho, Maria João Falcão, Maria João Pinho, Lígia Braz, Sandra Lopes
cenário e figurinos Marta Carreiras
sonoplastia Razat Laboratory
música Paco Peña
desenho de luz Pedro Domingos
direcção de produção Isabel Dias Martins
assist. de produção Pamela Pedroso
E quando achei que já não fazia sentido a milésima encenação deste texto, surpreendi-me! Parabéns!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Leituras

“Tenho que conservar o Amor no meu coração, a qualquer preço. Se for para a prisão sem Amor, que será da minha Alma?”