domingo, 24 de maio de 2009

GO GO TALES



"Histórias de Cabaret" rima as angústias de Abel Ferrara como autor "independente", reflecte a dificuldade da condução a bom porto do seu "pequeno comércio", do seu "cabaret", quer dizer, do seu cinema. É a história de um "night club" nova-iorquino dirigido por um William Dafoe, actor em estado de graça, tão entalado como optimista (a energia positiva da personagem evoca a do Ed Wood de Tim Burton, outro filme sobre as agruras da independência). Não há dinheiro para pagara a ninguém, nem às "strippers" que ameaçam entrar em greve, nem à senhoria, uma velhota a quem Dafoe deve vários meses de renda e que não se cansa de anunciar que ou ele paga ou é despejado. Está tudo à beira do fim, mas Dafoe tem razões para estar optimista; apostou tudo num esquema (confuso e aparentemente fraudulento) para ganhar a lotaria, e teve sucesso. Mas ainda o caos: nem ele nem nehum dos seus parceiros se lembram de onde raio guardaram o bilhete premiado. (...) O tempo preenche-se com as correrias à procura do bilhete e com as conversas de Dafoe para apaziguar os credores e convencer as meninas a subirem ao palco - e entretanto, "the show must go on", com performers vindos de outros filmes de Ferrara (Mathew Modine ou Asia Argento). Dafoe é uma espécie de figura paterna, mestre de cerimónias, psicólogo, intrujão por uma boa causa (a sua independência, o seu negócio, o bem estar da "família" composta pelos funcionários do "cabaret"). Também é uma espécie de cineasta, como que um duplo do próprio Ferrara, a conduzir um filme de expediente em expediente, a arrancá-lo às garras do fracasso. Ferrara mencionou "A Morte de Um Apostador Chinês", de Cassavettes, o filme onde Ben Gazzara se dispunha a tudo para preservar o seu negócio nocturno. "Histórias de Cabaret" tem um outro tipo de intensidade, e um espírito de iirisão totalmente diverso da sisudez de Cassavetes. Mas é, como ele, um belíssimo manifesto pela independência, capaz de integrar, ironica e esfuziantemente, todas as suas ambiguidades e sombreados morais.

MIKELO






































ou em Suivant Links aqui já ao lado.

Antony

quinta-feira, 21 de maio de 2009

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Larsen++++++Litlle annie

Foi no dia 13 de Maio que vi o concerto em Serralves Larsen e Litlle Annie. A junção foi quase perfeita. Ela total clown dela própria, sem medos ou interrogações, capaz de captar uma platéia só pelo facto de entrar, ou de se esconder atrás de uma cortina, para deixar que o resto da banda também tenha o seu momento, são poucas as pessoas que conseguem tão bem ser elas próprias, eles sóbrios, apesar dos rasgos energéticos do baterista, mas com uma força capaz de elevar o mundo, eles poetas da bela poesia, ela poeta da verdadeira e crua poesia.... Adorei!!! Se poderem tentem ver, é uma hora e meia de concerto que parecem cinco minutos!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

LARSEN & LITTLE ANNIE


13 Mai 2009 - das 22:00 às 24:00 - AUDITÓRIO
La Fever Lit é o oitavo álbum dos Larsen, banda italiana natural de Turim, que ao longo de treze anos de existência já partilhou palcos com os Neurosis ou com os Einsturzende Neubauten, e já contou com colaborações de artistas como Michael Gira, Matmos, Martin Bisi, Lustmord, David Tibet, Deathprod, Baby Dee, Julia Kent, Johann Johannsson, o icon de ficção científica Catherine Schell e os Xiu Xiu (no projecto XXL). La Fever Lit é o primeiro album de estúdio desde Seies de 2006, seguindo-se ao CD/DVD de Larsen & Friends Abeceda. Em La Fever Lit encontramos os Larsen na companhia da diva do dub e do cabaret pós-punk Little Annie (também conhecida como Annie Anxiety Bandez), cujo percurso musical se estende dos Crass e da On-U Sound aos Nurse With Wound, Coil ou Current 93. Little Annie esteve no Auditório de Serralves em 2007 num concerto memorável integrado no programa “Anos 80: Lastro e Rasto”. Um auditório praticamente esgotado e magnetizado pela presença e voz únicas de Little Annie teve então a oportunidade de ouvir temas de vários momentos da sua carreira e do seu álbum mais recente “Songs From the Coal Mine Canary”, que contou com as participações de Antony, Joe Budenholzer e Paul Wallfisch, entre outros, e de onde a Levis retirara o tema “Strange Love” para a campanha publictária iniciada naquele ano. Uma grande parte de La Fever Lit foi composto por altura de um concerto realizado no Mole Antonelliana de Turim (icon arquitectónico daquela cidade e actuais instalações do Museu Nacional do Cinema) e interpretado nas escadarias elicoidais no interior da enorme cúpula deste mesmo edifício, de onde a banda fazia baloiçar luzes por cima da audiência. Pop cinematográfico, rítmos luminosos, suspensão, leveza e a narrativa negra de Annie Anxietey, são alguns dos ingredientes da nova sonoridade dos Larsen, aqui mais definidos pela colaboração com Little Annie, em mais um evento incluído nas celebrações dos 20 anos da Fundação de Serralves e dos 10 anos do Museu de Arte Contemporânea

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Seven Changes for keaton



Buster Keaton on Telescope, 1964

Screen tests





From Warhol: Larger than Life opening in January 2008

Andy Warhol's Screen Tests were filmed from early 1964 - November 1966 (GM25). Factory visitors who had potential "star" quality would be seated in front of a tripod mounted camera, asked to be as still as possible, and told not to blink while the camera was running. These film portraits were some of the earliest examples of Warhol's Screen Test series. It is interesting to note that they were filmed in Edey's apartment prior to Warhol's move to the silver Factory where most, but not all, of the other Screen Tests were made. More than 500 Screen Tests were made. In addition to The 13 Most Beautiful Boys, some of the footage was incorporated into other compilation reels such as The 13 Most Beautiful Women (1964) and 50 Fantastics and 50 Personalities (1964). Malanga also used some reels in his multimedia poetry readings called Screen Test Poems in 1965. In 1966 Andy and Gerard also prepared a book together of Screen Test stills from 54 subjects (17 women and 37 men) and Gerard's poetry called Screen Tests/A Diary (NY: Kulchur Press, 1967).

Filming and editing done by Lowell Dean.

Bubble City



This is a segment of Francis Thompson's unique vision of a day in the life of NYC, circa 1957. It's use of narrative, abstraction, op-art, and surrealism earned this short an Oscar.