quinta-feira, 18 de junho de 2009

Epifanias mentais de seu carácter autista desmezoradamente despropositadas de propósito.

Capitulo I
Amiga - Se queres realmente radicalizar o problema não digas que vais dar um murro na mesa, parte logo a mesa à cabeçada!
Homem do cinema - Bolas, se tenho medo, tenho medo e mais nada, não me apetece arranjar soluções, todas as soluções são parvas! Acabamos sempre à rasca, aflitos: "aceitar a morte com dignidade", o tanas, o tanas,, quanso um tipo quer é desatar a correr ou a levantar pesos e alteres e sei lá, partir a mesa à cabeçada... conheci um tipo, uma personagem de um filme, que estava a morrer de cancro e passava as duas horas que durava a fita a foder; era uma obra de vanguarda, vanguarda pornográfica!... Ainda nos espantamos com a nossa sede de viver... ainda me espanto?! Será que tu, amiga... não queres, flor da vida, sem sentido a vida sem ti...
Amiga - A necessidade é o que não podemos escolher, o que nos é imposto e que nos obriga. É aquilo a que devemos obedecer. A liberdade é a possibilidade de escolhermos por nós próprios o que pensamos, o que fazemos, do que gostamos, onde vamos, como nos comportamos...
Homem do cinema - Nascemos, crescemos e morremos. A nossa vida está assim circunscrita a um tempo determinado. Todavia, quando fazemos algo que nos agrada realmente, o tempo parece parar. Mas a eternidade é imensa...

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