domingo, 30 de março de 2008

I´m not there





Bod Dylan - San Francisco 1965 press conference.

Foi com alguma tristeza que Nina Simone e Andy Warhol ontem chegaram em cima da hora do espectáculo de Trisha Brown e não conseguiram bilhetes para o ver, mas foi com muito prazer que decidiram ver o filme I´m Not There. Um filme sobre Bob Dylan, onde nunca aparece tal nome e tal personagem. Mentira, todo eles são aquelas sete personagens que sozinhas poderiam contar uma só história, ter vida própria. E nas entre linhas de todas elas vemos e construimos como um puzzle, cada um à sua maneira, a pessoa que é Bod Dylan, ele é tudo aquilo, mas é também alguém que nunca conseguiu ser uma só coisa. Gostei muito...

Is there?

Is there any beauty that save us?
Is there any beauty that hold us?
Is there a rose shining in the sunlight
ready to share withouth stab us with her thorns?
Is there?
Oh but there is the fear of man,
when one gets a rose and take her home,
and in the way feels the pain of her thorns,
he throws away the rose and want to move alone.
Oh but there´s the coward fear of man!
All the roses got is thorns,
all the mens got is fears,
and the beauty is to share,
knowing how to care
putting the fears in a bag
and moving both together with your legs!

sábado, 29 de março de 2008

Novas formas de olhar as coisas.

Innocence
I once had no fears

None at all

And then whenI had some

To my surpriseI grew to like both

Scared or braveWithout them

The thrill of fear

Thought I'd never admit it

The thrill of fear

Now greatly enjoyed with courage


When I once was

Untouchable

Innocence roared

Still amazes

When I once was

Innocent

It's still here

But in different places


Neurosis Only Attaches Itself to

Fertile Ground Where it can flourish

The thrill of fear

Thought I'd never admit it

The thrill of fear

Now greatly enjoyed with courage


When I once wasFearless

Innocence roared

Still amazes

UntouchableInnocence

It's still here

But in different places


Fear is a powerful drug

Overcome it andYou think

that you can doAnything!


Should ISave myself For later

Or generously give?

Fear of Losing EnergyIs draining

It locks up your chest

Shuts down the heart

MiserlyAnd stingy

Let's open up : share!

When I once was Fearless

Innocence roared still amazes

untouchable Innocence

It's still hereBut in different places

Do albúm Volta de bjork.

Mike Tonkin e Anna Liu - Uma árvore musical


Concebida por Mike Tonkin e Anna Liu, esta escultura é feita de 1000 tubos galvanizados que, quando percorridos pelo vento, actuam como flautas. Esta árvore metálica produz notas e acordes que variam com a intensidade e direcção do vento, fazendo com que a música aleatória desta escultura alcance quilómetros na paisagem inglesa.
Post retirado do blog: Obvious... um olhar mais demorado adicionado ao suivant links;)

"Devia fazê-lo, eu sei. Mas ainda não consigo" - Trisha Brown





Trisha Brown Dance Company - at The Joyce


Instalação, Performance."Floor of the Forest"


"Devia fazê-lo, eu sei. Mas ainda não consigo", diz Trisha Brown, de 71 anos, sobre parar de criar, ao Ípsilion. E ainda bem que não o fez, pois dá-nos a oportunidade de poder ver hoje em Serralves, em paralelo à exposição de Robert Rauschenberg, de quem é grande amiga, tendo colaborado com este em vários trabalhos, a apresentação de três peças curtas dos anos 70 - "sticks", "Spanish dance" e "figure eight".

quarta-feira, 19 de março de 2008

Nina Simone

Porque há dias em que única coisa que apetece depois de um dia cheio é a música... A música dela, só a música dela... Há pessoas que não deviam desaparecer!

See line woman


If you knew

The second home


Tenho vivido no Porto durante os últimos quatro anos. Mudei-me de Lisboa para cá para continuar a estudar teatro. E que aventura! Um grande carrossel na minha vida. Mas uma muito boa escolha e mudança. Foram quatro anos muito intensos recheados de tudo posso dizer. Agora deixo a segunda casa e parto para uma terceira - Mérida, Espanha. Mais um carrossel, mais uma grande aventura, diferente claro porque cresci em muitas coisas, mas uma nova e grande aventura de certeza.
Amo o Porto por estes quatro anos e por tudo o que foi o Porto. Apaixonei-me pela cidade. O Porto matou-me de amores. Mas apesar disso há uma coisa que já há muito tempo quero dizer, e não só em relação à arte, em relação a tudo. O Porto precisa de acordar, precisa de voltar a respirar, tem que sair do vácuo em que se encontra. E é muito verdade que uma cidade faz-se pelas pessoas que nela habitam, por isso mesmo digo isto, não tenham a coragem de não erguer de novo esta cidade, de afazer voar muito alto. A apatia reina neste momento, as pessoas resguardam-se em casa, o Porto fica deserto pelo cair da noite. O Porto está deserto. Mas o Porto é para mim um gigante adormecido que só precisa ver o sol nascer de novo...

sábado, 15 de março de 2008

Naim - New Soul

Ela é linda, a música é linda, a letra é deliciosa, e o video de cortar a respiração... Chegou a Naim!



Soube bem ouvir depois do trabalho de burlesco das 10:30 da manhã até às 17:00 da tarde:)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Capote



Like the mighty Condor,
Its vulture wings
Against a copper sky,
I have waited and watched,
For my prey!
My victim is immortality -
To be somebody and be remenbered -
Is that not, too, your idle dream?
For in remenbrance we hold life itself
Cupped tenderly in aged hands.
You say - "He´s a fool and a dreamer".
I laugh and i let my laughter,
Like a bright and terrible knife,
Go tearing through your hearts!
For you know and i know,
No matter how young, how old,
we are only wating,
Waiting to see our names in Scriptures of Stone.
So it is today and so it will be tomorrow!

Truman Capote

Ute Lemper & Ruthie Henshall on broadway 1997 - Chicago



quarta-feira, 12 de março de 2008

Rápido rápido

Em tempos de burlesco os posts têm que ser rápidos... neste momento ando mais ou menos nesta parafernália!! Um bocado como o A-punk dos vampire weekend eheh...

Vampire Weekend - A-PUnk


Patrick Watson - Close To Paradise (live at Lowlands 2007)


Sia
Breath me

Buttons

A minha cara anda mais ou menos assim eheh até já

domingo, 9 de março de 2008

Um acordar cinzento e cheio de sono



Foi na sexta feira passada que tive o prazer de ver a performance "Um acordar Cinzento e Cheio de Sono". Digo que foi um prazer por tudo, pela forma como foi apresentada, pela forma como a montaram,e por ver que pequenas companhias e pequenos grupos cada vez mais se juntam e fazem as coisas acontecer. Apesar de pequenos promenores menos conseguidos, tudo nos é mostrado de forma simples, sem intelectualizações, senão aquelas necessárias para se chegar ao simples. Foi um muito bom acordar para esta performance que aconselho muito e ver. O Gilberto e Lúcia estão de parabéns, e continuem!!!!!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Final Sete palmos de Terra

Arrepiante...

Domingo em Miguel Bombarda

Foi no domingo passado que a rua Miguel Bombarda se iluminou, se transformou numa rua que trazia para fora das galerias de arte que a povoam a arte. As luzes transformavam a rua dando-nos uma nova visão daquele espaço que pisamos constantemente, a música fazia-nos sentir leves ao andar, homens sem cabeça liam jornais em bancos à beira da estrada, a rua estava inundada de gente, que quase não deixava passar os carros. Por uma tarde inteira aquele micro-espaço encheu-se de vida, e apesar de aglomerado de gente respirava como nunca.
Foi uma tarde em que se sentia no ar a música dos Nouvelle Vague - I´m dancing with myself, sem ela nunca ter lá estado.

Alguns artistas que abriam as galerias:

Eduardo Gomes (Zona) - Galeria Serpente

Malefícios da Primavera (uma exposição com várias assinaturas) - Galeria sala maior

Paulo Robalo (XIII Segundos) - Galeria Arthobler

Vera Mota (Kri :S) - Galeria Fernando Santos

Sebastien Le Gal (bordering on turf) - Galeria Graça Brandão

Ana Cardoso (Sonambulism) - Sala Post - ite

Destaca-se o trabalho de Pascal Nordmann "Lésprit des lieux", na galeria Por Amor à Arte.

Um lápis desenha sozinho numa parede branca ou numa folha de papel. Sozinho é uma maneira de dizer: há um motor de brinquedo ligado, um arame ligado a esse motor, e o lápis atado ao arame. O motor trabalha, o lápis desenha. As instalações de Pascal Nordmann controem ateliers muito próprios onde os lápis trabalham sozinhos, incessantemente, como se o desenho que é próprio dos artistas (e, já agora, a escrita que é própria dos escritores) não necessitasse de um corpo, um espírito para existirem." Luísa Soares de Oliveira, 2006





Aconselho a quem puder, a ir ver....