quarta-feira, 19 de março de 2008

The second home


Tenho vivido no Porto durante os últimos quatro anos. Mudei-me de Lisboa para cá para continuar a estudar teatro. E que aventura! Um grande carrossel na minha vida. Mas uma muito boa escolha e mudança. Foram quatro anos muito intensos recheados de tudo posso dizer. Agora deixo a segunda casa e parto para uma terceira - Mérida, Espanha. Mais um carrossel, mais uma grande aventura, diferente claro porque cresci em muitas coisas, mas uma nova e grande aventura de certeza.
Amo o Porto por estes quatro anos e por tudo o que foi o Porto. Apaixonei-me pela cidade. O Porto matou-me de amores. Mas apesar disso há uma coisa que já há muito tempo quero dizer, e não só em relação à arte, em relação a tudo. O Porto precisa de acordar, precisa de voltar a respirar, tem que sair do vácuo em que se encontra. E é muito verdade que uma cidade faz-se pelas pessoas que nela habitam, por isso mesmo digo isto, não tenham a coragem de não erguer de novo esta cidade, de afazer voar muito alto. A apatia reina neste momento, as pessoas resguardam-se em casa, o Porto fica deserto pelo cair da noite. O Porto está deserto. Mas o Porto é para mim um gigante adormecido que só precisa ver o sol nascer de novo...

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