terça-feira, 16 de outubro de 2007

sem palavras

Brel



E tudo começou assim... eheeh au suivant...

Fado no escuro do cinema

Este filme/documentário foi rebuscar as nossas raizes e fê-lo da melhor maneira, mostrou-as da forma mais simples, não são precisas palavras, O fado já fala por si... Arrepiante...


PALAVRAS RECICLADAS

Sonho do sono

Abram-se as janelas de par em par,
me cegue os olhos esta sombra,
a sombra da azáfama

Um Deus, para fazer, ao qual bastam apenas
o que foi Tróia e o que foi meu cão.
Este é o tempo,
Eu vos bendigo!
Se o destino cruel não me consente

Do pináculo formoso
Não cometera o moço miserando,
madrugada de prata sobre campos.

Decantarei teu rosto,
disse-me o meu destino a chorar
Estou à espera
Como eu desejo aquele que vai ali na rua.

Não tiraram o doce sono as lembranças
porque me levanto quando os outros dormem?
Do amor se faz amor,
pedaços de fantasia,
onde as montanhas, tamanhas manhãs,
descobrem o fundo nunca descoberto.

Que mantimentos levas,
quando um anjo se decidir a resplandecer
e a verdade for mentira?


Reciclagem

Sonho do sono

Abram-se as janelas de par em par
Me cegue os olhos a sombra da azáfama.

A um deus basta
o que foi Tróia e o que foi meu cão.

Estou à espera,
decantarei teu rosto.

Não tiraram o doce sono as lembranças,
pedaços de fantasia
descobrem o fundo nunca descoberto.

Que mantimentos levas
quando um anjo decidir resplandecer
e a verdade for mentira?

domingo, 14 de outubro de 2007

CineDomingo



Um cheirinho do jazz, sala de cinema vazia, não que isso seja bom sinal mas soube-me bem, é como se tivessemos numa sala gigante só nossa, mas mesmo assim acolhedora.... E agora à minha frente começa THE INNER LIFE OF MARTIN FROST... Acabou de INNER LIFE OF MARTIN FROST. Saí da sala de cinema ainda um bocado confuso, tomo um café. Não sei muito bem o que pensar ainda do filme. Sei neste momento que gostei muito mais do livro. Mas não se pode comparar, o filmne é uma infíma parte do livro, são dois seres coimpletamente independentes. E claro o filme não deixa de ser uma adaptação do livro, uma outra visão, um apêndice explorado em pormenor, do livro. Uma parte do filme agradou-me bastante, outra ficou por contar. O sorriso final de Martin Frost deixa-nos tudo em aberto. Será que o escritor se conseguiu finalmente fundir com a sua musa Claire, e terminar a sua história? Ou será que Martin frost brincou connosco durante todo o filme e fez-nos acreditar mais na sua musa que ele próprio? Ficou em aberto, cabe-nos a nós decidir e nesse aspecto frustra-me e deixa-me deliciado, apesar de todas as inseguranças visivéis no filme... Agora apanho o metro e vou para casa...
p.s. A sala de cinema afinal ficou cheia! Bom sinal;)

Parabéns a nós!

Je T´aime

sábado, 13 de outubro de 2007

Farrapos


Prostitutas de
trapos,
esfarrapados
por entre os carros...
Passados descompassados,
enjoados, descortinados.
Digam Olá!
sejam amigos
abraçem os farrapos
moldem-nos em
trapos,
enjoem entre os carros.
Abraçem as prostitutas
de farrapos
puxem os cigarros
ergam os braços
para os abraços
são tantos os desesperados,
enfiados em
quadrados que
não largam os
quartos.
Enfiados em
buracos com
cortinas de
trapos
são tantos
os desesperados
sugados, emparedados
a querer ser abraçados.

Ser Gente

Toda a gente é alguma coisa hoje em dia. MUdamos aqui, mudamos ali, mas conseguimos sempre rotular-nos em alguma categoria do producto "Ser Humano". -"Eu sou isto, eu sou aquilo", -"Eu gosto dito, eu gosto daquilo", - "Eu sou adepto disto, sou adepto daquilo!". Com certeza alguma coisa seremos, com certeza que de alguma coisa gostamos. Mas será que quando nos deparamos realmente com os nossos rótulos os conseguimos viver como reais adeptos? Serão por vezes esses rótulos visões utópicas daquilo que um dia gostariamos de ser? Aquilo que somos vivêmo-o realmente sem pensar. Apenas´"É", e apenas é vivido.
Mas claro algumas certezas temos, disso temos que ter quase a certeza. Sim porque todos temos medo do vazio. Todos temos medo do nada. Todos tentamos ser sempre alguma coisa e melhor ainda se conseguirmos ser imensas coisas.
E se um dia alguém disser que não é nada? Com certeza todos vão sentir pena. É bom haver certezas, como é bom esbarrar nelas com alguma incerteza.
Conversa de merda, no final somos todos a mesma coisa, dormimos, comemos, mijamos, cagamos, fodemos, mas claro cada um com as suas incertas certezas.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Filhos bastardos


Finalmente as aulas decidiram começar na esmae apesar de ninguém se conseguir inscrever devido ao nosso sistema informático escolar de última hora ter dado o berro,e andamos assim há um mês com os nervos em alta porque ninguém resolve nada mesmo com a nossa pressão quase diária... Tornamo-nos os filhos bastardos daquele espaço daquela bolha sempre prestes a rebentar, estamos no quarto ano mas com o tratado de Bolonha tornamo-nos num terceiro ano fantasma assim só para facilitar a coisa, quase como um: - "Vá lá nós sabemos que somos incompetentes,´mas vá aceitem também já estão a cabar". E assim aceitamos ser os fantasmas, os bastardos, os filhos mais velhos. E sim vamos fazer uma produção com o João Mota onde fomos enfiados na sala mais pequena daquela bolha, pareçemos uma comunidade da máfia que se encontra para conspirar e fazer uma grande revolução,e como se não bastassem as evidências a nossa peça chama-se OS FILHOS, uma comédia, por vezes ligeiramente negra, mas uma comédia... realmente temos de nos rir de tudo isto.

The inner life of Martin Frost



Já li o livro há muito tempo lembro-me que colei da primeira à última página... Não sei se o filme nos vai surpreender tanto principalmente para quem não tenha lido o livro... Mas gosto do Paul auster e fiquei entusiasmado por se fazer este filme agora é esperar;)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A chuva voltou ao Porto

Admito que não preocupou, enquanto toda a gente se revoltou com a chuva admito que a mim me soube bem aquela sensação de acordar quentinho no meio dos lençóis com o som da chuva a cair lá fora... Não que não goste do sol, gosto muito do sol, apesar de este ano não o ter conseguido aproveitar, tirando aquela tarde que fui até à praia com a minha mulher (Silvia Ribeiro..... respeito) eheheheh;););) Conclusão fiquei branco que nem cal... Mas admito não me fez confusão a chuva até porque tenho saudades de usar o meu casaco comprido:) E já tinha saudades do Porto romantico com o som da chuva. Claro que nesse dia podia-mos não ter feito a peça de teatro porque a casa onde estamos tem um buraco no teto, mas vá lá até isso correu bem...